domingo, 27 de novembro de 2016

Brasil - Rio de Janeiro / Praça Mauá e Morro da Urca - Março 2016



Saindo na estação de "metrô" - Uruguaiana - a um Domingo, e virando na direção "certa", pode-se apanhar uma avenida gigante que nos conduz à Praça Mauá. 



Decidi ir até lá, confirmando a minha direção junto de uma grupeta que regressava da manifestação "Fora a Dilma". Super simpáticos, apercebendo-se que era portuguesa, não só me descreveram os lugares que conheciam do meu país como me deram algumas dicas para aproveitar da melhor maneira a Cidade Maravilhosa. 

Uma das suas sugestões (que eu tratei de seguir imediatamente), foi a de visitar o Convento de Santo António, um edifício impressionante tanto pela sua fachada como pela beleza do seu interior, marcada pela exuberância da talha dourada e das figuras e pinturas.
Este convento tem uma vista privilegiada para a praça Mauá que é de facto incrível! A praça abre para a enseada da Glória e nela evidencia-se um edifício muito recente, futurista mesmo arquitetonicamente, o Museu do Amanhã. Vale mesmo a pena!

Presente na mesma área está o Museu de Arte do Rio de Janeiro, que se destaca pela sua cobertura ondulante muito elegante e bonita. Acabei por ver as diversas exposições e ao final da tarde regressei a casa.

Tinha combinado jantar com o Remi, um francês simpático, a viver em Buenos Aires, que tinha conhecido anteriormente no Museu de Arte de São Paulo :)



O meu recente amigo veio a revelar-se também muito animado, já que após o jantar fez questão de correr a Rua dos Voluntários, experimentando o ambiente dos diversos bares, e eu, que sou uma mulher difícil de convencer, acabei por lhe fazer companhia :D
Foi sem saber bem como, que dei por mim de regresso a casa, pelas 6h da manhã, a tempo de desejar à Luciane (a minha gentil cicerone) um bom dia.

Dormi pouco (quis aproveitar o dia), fui de bicicleta visitar a praia da Urca e depois até à praia vermelha, ponto de encontro com o Remi. Ele de facto foi lá ter mas estava desgraçado :-) 
Deixei-o a dormir na praia e resolvi subir o morro, famoso pela vista extraordinária sobre o Rio e com acesso ao Pão de açúcar. 


Fiz aquele passeio a pé, uma subida de 900m, mas que nem se dá conta de tão bonita que é. E poderia tentar descrever a paisagem mas é impossível. Chamou-me particularmente à atenção a vegetação frondosa e um lagarto grande, que mais parecia uma iguana, que fugiu de mim assustado. 
Chegando ao topo, o meu merecido prémio! Uma vista extraordinária, panorâmica, circular, simplesmente de cortar a respiração!
Desfrutei daquela paisagem um bom tempo e regressei tranquilamente. Pouco tempo depois despedi-me do meu amigo francês e fui descansar. Estava morta!

(NOTA: Esta crónica é relativa a uma viagem realizada em Março de 2016. Corresponde ao que vivi e senti à data)



quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Paço de Arcos/ Alto da Loba - "Moreira Team Kickboxing" - Hoje e sempre!



Hoje venho falar-vos de um projeto particularmente importante para mim, pelo que me tem permitido crescer, tanto profissional como pessoalmente. Refiro-me à "Moreira Team" Kickboxing.

Há muito tempo que eu acredito firmemente nas intervenções sociais (verdadeiramente) participadas. Há tanto tempo quanto a minha crença, que eu lançava o desafio junto de vários jovens do Bairro do Alto da Loba para apresentarem propostas de iniciativas que quisessem desenvolver.
Ora, em Setembro de 2013, um jovem com uma presença tranquila e determinada procurou-me no Centro Comunitário (à data era coordenadora) – o Elson Moreira. Foi expectante que o recebi. Propôs-se a dar aulas de kickboxing e pediu apoio.

Deixem-me que vos explique que o Elson tem provas dadas tendo sido campeão e vice-campeão da modalidade. Mais importante ainda para mim, é nascido e criado no Bairro do Alto da Loba e uma figura modelo, respeitada e reconhecida pelo seu percurso de vida profissional e formação pessoal e social. 
Disse-lhe imediatamente que sim e foram mobilizados esforços para conseguir o que era necessário, tendo-me sempre batido pelo projeto, apesar de nem toda a gente concordar comigo, pelo facto de ser uma arte marcial.

Um ano mais tarde, passei a desempenhar outras funções e de forma a manter a minha ligação ao Bairro e aos “meus putos”, comecei a treinar kickboxing com eles.

Passaram 3 anos e é com orgulho, que não raras vezes me comove, que afirmo que esta foi uma das apostas mais certeiras da minha vida! Atualmente mais de 30 crianças e jovens participam nos treinos e formam uma rede de interajuda a que eles chamam, carinhosamente, de “família”. O Elson é um guerreiro e incute em cada um de nós o mesmo espírito.
Constituiu uma “fábrica” de líderes, de lutadores que não desistem, que sabem que a vida nem sempre é como desejam mas que não existe o “não consigo”, e que se algum se vai abaixo estão cá os outros para ajudá-lo a levantar a cabeça! São todos únicos e o que se espera é que cada um supere os seus próprios limites.
É...E eu tenho o privilégio de fazer parte deste grupo, sendo que lhes agradeço todos os dias essa confiança.

Venho convidar-vos a acompanhar o percurso deste grupo (seguindo-o, pelo menos, no Facebook) e, se vos fizer sentido, a apoiá-lo na medida das vossas possibilidades J



domingo, 20 de novembro de 2016

Brasil - Rio de Janeiro / Passeio pela cidade num Domingo - Março 2016

Esta semana no Rio de  Janeiro foi uma semana demasiado intensa para pôr em palavras... faz hoje uma semana que fui até ao Jardim botânico, perto da Gávea, levar o novo CD do meu amigo Gil do Carmo ao seu amigo Cláudio Lins. 

Correu lindamente e estou segura que o impressionei imediatamente. Passo a explicar porquê. 
Consegui retirar uma bicicleta (daquelas que se alugam na rua) e fui tranquilamente de Botafogo até à praça Santos Dumont, tendo a possibilidade de contornar a Lagoa Rodrigo de Freitas que não perde beleza mesmo em dias mais nublados.



Conforme combinado, chegando lá tentei ligar-lhe mas estava novamente sem crédito (as chamadas telefónicas aqui são uma loucura!). Procurei carregar o telemóvel numa bomba de gasolina, mas não só o rapaz me informa que tal não será possível para a minha operadora, como acha que não vai ser fácil eu conseguir fazê-lo. Peço-lhe para enviar um sms do dele, responde que não tem crédito. Lembro-me então de ligar a cobrar ao destinatário... bonito, verdade?
O Cláudio simpaticamente aceitou a chamada e fiquei a aguardar dançando ao som do Al Green até à sua chegada.
Era dia da manifestação "Fora a Dilma" e as pessoas vestiam amarelo e verde na rua. O Cláudio levou-me até sua casa e apresentou a mulher e o seu filho lindíssimo e entre mais uma conversa sobre a situação política atual e um bolo muito saboroso, confronto-me novamente com a minha ignorância e descubro que estou a falar com um ator brasileiro, bem conhecido na verdade. Sempre bom para a autoestima de todos... J


Dali fomos ao Jardim Botânico, um espaço muito bonito, criado há 2 séculos pela família real, com inúmeras espécies de plantas e pássaros, surpreendentemente muito pouco lamacento, dada a chuvada da noite anterior. 

Depois da visita, despedi-me e segui caminho, desta feita de "ônibus" e "metrô".

Saí na estação Uruguaiana e dirigi-me ao centro, sentindo um progressivo desconforto por não ver vivalma nas ruas. Fui dar a um largo onde se encontra a igreja de São Francisco, bonita por sinal, e resolvi confirmar a direção já que avistara 2 seres vivos. Antes de conseguir abrir a boca um dos senhores esclarece-me com a frase "você está buscando assaltante?"
Preocupada com a possível decepção que pudesse estar a causar, expliquei-lhe sorridente que não estava, que era portuguesa, como podia constatar, e que infelizmente não tinha dinheiro. Recomendou amistosamente que me pusesse a andar dali para fora, corrigindo a direção e eu acatei de imediato os seus sábios conselhos!


(NOTA: Esta crónica é relativa a uma viagem realizada em Março de 2016. Corresponde ao que vivi e senti à data)

(Nota: Esta crónica é relativa a uma viagem realizada em Março de 2016)

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Bali / Nusa Dua - Adaptações de uma Viajante - Nov 2012

O que é que vos posso dizer... Que a vida passa demasiado rápido e nós não damos por ela, tal a preocupação em cumprir com as nossas rotinas diárias.
Aqui a menina, em 5 dias arranjou um quarto e uma mota e numa semana já trocou de "cidade", de quarto e de mota :) Sempre a andar!

Mas vamos lá então... descobri que a Kylie, uma australiana que alugava quarto na mesma casa que eu, é uma porreira e tornou-se uma companheirona nestes dias. É uma mulher muito espiritual, faz meditação todos os dias, vegetariana à séria (sem peixe, ovos, etc), não fuma e pouco bebe. Tudo a ver comigo :D ;D
Muito simpática, teve a bondade de me mostrar Nusa Dua.
Em reciprocidade, levei-a a beber copos com o Reymund e com o Romano, os meus primeiros amigos em Bali (esses comem carne, bebem bem, fumam que parecem dragões e jogam muito bem snooker!). São de facto encantadores e podemos falar com eles horas a fio sobre a vida e sobre nós próprios. Tenho pensado muito sobre mim e sobre o mundo e eles os 3 têm-me feito pôr em causa uma data de coisas que sempre considerei como garantidas. Às vezes não é fácil mas é muito bom!

Quando cheguei, procurei tentar perceber onde estava, o que girava à minha volta e como era a vida. Para tal, aluguei uma mota, feliz com o preço acordado (sem ter a mínima noção do que fazia) e tentei ambientar-me ao meio de transporte (sim, nunca tinha guiado antes!).

Acabei por ir passear com a Kylie e conhecer as praias de Nusa Dua que realmente são muito bonitas. Apesar das rochas que as caracterizam, o areal é branco e forma um recorte lindíssimo, ora extensas línguas de areia ora largas baías. Ao longe é possível ver ondas perfeitas, resultado dos corais que se extendem ao longo da costa.
Já sabia e reconheci imediatamente que aquele incrível spot não era para mim. No meio do "que lindo!" , surge na minha cabeça um: "já me basta a mota para me partir toda".
Cheguei orgulhosamente a casa, sem mazelas e cedo me gabei ao Peter (o meu anfitrião), que me respondeu com um "bravo, sobreviveste a mais um dia em Bali!"

No dia seguinte, reparei com tristeza, pela primeira vez, que os espelhos da minha mota não se sustém e giram como cataventos quando ando a mais de 10km/h... Lá fui eu toda contente reunir com a Role Foundation, organização onde fiquei de fazer voluntariado, ajudando-os na organização do programa internacional de voluntarioado, que de facto está a precisar de um empurrão.

Ainda assim consegui espalhar-me de mota 2x naquele dia e, com algumas nódoas negras e o reconhecimento de "corajosa" de algumas personagens, achei que já tinha levado a minha conta e passei o meio de transporte a Kylie (pessoa mais experiente neste tipo de matéria). Nesse mesmo dia, comprei umas luvas e outro material e, muito francamente, passei o resto do tempo a gozar comigo própria e com a minha aselhice  J J




(NOTA: Esta crónica é relativa a uma temporada passada na Indonésia - Bali, à data Novembro de 2012. Corresponde ao que vivi e senti à data)

domingo, 13 de novembro de 2016

São Tomé e Príncipe - Projeto Bio&Energy - Uma perspetiva atual relativa a 2014

Recentemente São Tomé e Príncipe tem surgido muito nas minhas lembranças, sem dúvida um dos países mais bonitos  por onde passei.  
Tenho reflectido no que está subjacente à sua  extraordinária beleza agridoce... 


De facto, este é um país tão recente que a sua história está inequivocamente associada às pessoas, paisagens, problemáticas e recursos.

É se calhar importante lembrar que o arquipélago quando foi descoberto pelos portugueses, estava desabitado e coberto de vegetação. O cacau, cana-do-açúcar, café, são introduzidos pelos portugueses nas Roças, que funcionavam como fábricas de produção que se moviam à força de escravos, trazidos essencialmente da Guiné e Angola, e assalariados de Cabo Verde.

Depois da sua independência em 1975, o país viveu cerca de 15 anos de um regime fortemente centralizado, não tendo a população grande cultura de associativismo. Só nos anos 80 é que começaram a surgir algumas organizações de agricultores, cujo principal objetivo era a criação de uma força de pressão para a obtenção de lotes de terra.
Cerca de uma década depois, o país adotou uma constituição que instituiu o pluripartidarismo. Tanto quanto pude apurar, a mudança do sistema político e a democratização permitiu o desenvolvimento do movimento associativo e possibilitou um maior envolvimento da sociedade civil. E este envolvimento da sociedade civil faz toda a diferença!

Em 2014, o meu trabalho em São Tomé consistia em contactar entidades que trabalhassem no território, perceber o seu âmbito de atuação, os projetos desenvolvidos, as suas necessidades e os seus recursos. As várias entrevistas que fui realizando, neste âmbito, acompanhadas pela experiência que fui tendo com o clima, as pessoas, os cheiros, o mar, foi possibilitando uma visão cada vez mais complexa, apimentada pelo meu próprio sentir.

Passados 41 anos após a independência, São Tomé e Príncipe é um país marcado por discrepâncias. A par da beleza das paisagens, da riqueza da flora e fauna, da simpatia da população e do leve-leve da vida, cada entrevista que fazia expunha e, posteriormente confirmava, as muitas incertezas existentes no seu processo de desenvolvimento.
Tive o privilégio de conhecer diversas ONG’s que, frequentemente, em parceria com organismos governamentais e outras entidades, desenvolvem um trabalho fundamental com vista à promoção da prosperidade no arquipélago.

Nesse sentido, fala-vos de Bio & Energy, um projeto de cooperação entre Portugal e São Tomé e Príncipe, e que me parece um ótimo exemplo! Este projeto, que teve início em Dezembro de 2014, consiste na produção de biogás para cozinhar em fogões adaptados e também para iluminação, através da criação de condições para a digestão anaeróbia de resíduos orgânicos de famílias de zonas rurais de São Tomé e Príncipe. Vale a pena conhecer!


S. Tomé e Príncipe apesar do importante progresso alcançado em áreas como: no acesso à educação, na quase erradicação da malária, na sensibilização e proteção do ambiente, etc., continua a ter muito espaço para melhorar as condições de vida da sua população e, julgo eu, é nossa obrigação contribuir nesse sentido. Mas eu sou apenas uma fervorosa defensora da educação para a Cidadania Global, por isso sou suspeita J

Diz-se em S. Tomé que a ilha morde e, apesar do fenómeno da insularidade que leva ao querer partir, as pessoas acabam por desejar regressar. Eu não tenho dúvidas. Fui mordida.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Brasil - Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa - Março 2016

Porque a vida é para além do que nos acontece, porque também tem muito a ver com a nossa capacidade de apreciar/notar, ontem a tarde foi fantástica! 
O Leandro levou-me a uma elevação muito perto do Cristo, o mirante de Santa Marta, que nos oferece um paisagem de cortar a respiração.
O Rio é uma cidade maravilhosa! É maravilhosa porque o recorte geográfico é inacreditável, com direito a uma lagoa gigante e a uma baía (que nem parece tal é a dimensão) naturalmente virada para o mar.
E é aqui que a música "moro num país tropical, abençoado por Deus, e bonito por natureza" ganha um novo sentido. Porque é difícil acreditar que haja uma cidade igual, e não há comunidades (a forma como chamam atualmente às favelas) que possa diminuir um pouco que seja essa mesma beleza. Na verdade, para mim, acabam por contribuir para o seu encanto.

Hoje saí de casa, às 9h30, decidida a ir ao Morro da Urca antes de almoçar com o Paulo Henrique e com a família dele, que é muito querida.
Bem, não há explicação... estive uma hora a tentar alugar uma bicicleta, com a assistência telefónica do Leandro. Uma coisa de doidos (que me fez rir disparatadamente) e não dá para explicar porque foram precalços atrás de precalços!
Acabei por ir a pé e chegar à praia pelas 11h, após o Leandro fazer a surpresa de me apanhar e tentar dar boleia (sendo que o carro deixou de funcionar no momento em que eu entrei nele - dá para acreditar?!).
Mal pus o pé na areia, começou a chover torrencialmente, coisa que demorou uma boa hora e meia. Tinham-me dito que inicialmente que seria uma chuva rápida e eu estava decidida a tomar banho e foi isso que fiz. E o bem que me soube estar a nadar na praia vermelha, a ver aquela paisagem maravilhosa, com a chuva a cair em gotas grossíssimas!
Passado aquele tempo, a chuva parou e deu lugar ao sol amarelo e a um calor abafado, devolvendo a cor verde às árvores, o azul ao mar e o branco ao céu... é, há razões para a bandeira do Brasil J

(Nota: Esta crónica é relativa a uma viagem realizada em Março de 2016)

domingo, 6 de novembro de 2016

Brasil - Chegada a Rio de Janeiro / "Meu Rio!" - Março 2016

Estou no Rio e estou numa moleza só J
Faz um calor abafado e o ar pode cortar-se à faca, mas eu gosto.
Saí de São Paulo, bem cedinho e fui apanhar o "ônibus"para o Rio de Janeiro. A viagem faz-se confortavelmente e a paisagem é muito bonita. As populações por onde vamos passando são separadas por longos percursos ora de planaltos verdejantes, ora de montanhas tropicais.


O Paulo Henrique (amigo brasileiro muito querido que faz parte de um grupo 5 estrelas que conheci no Chile), foi buscar-me à rodoviária e fez questão de me levar de imediato a Santa Thereza, um bairro antigo, lindíssimo, cheio de casas apalaçadas, com uma decadência romântica, e conhecido por ser um espaço de excelência para artistas. 
No bar de Santhiago comi um bolinho de batata com carne seca e virei 2 chopps, que não davam para ser menos J

O Leandro veio ter connosco e levou-me depois para Botafogo, mostrando-me o bairro. Ele e a Luciane, são o casal generoso que assumiu o papel de meus cicerones. A Luciane está a trabalhar como uma louca atualmente e nós acabámos por ir comer saudavelmente uma salada, mas com tanto chopp a acompanhar não sei se adianta J

O Leandro é um desportista feroz e quando o conheci, no Chile, e à restante grupeta brasileira, eles estavam em San Pedro de Atacama para fazer uma maratona (dá para imaginar?!). Pois, no dia seguinte, acordámos muito cedo e fomos correr do posto 12 (Leblon) até ao famoso Arpoador (uma rocha lindíssima que faz parte do recorte da cidade). A seguir tivemos direito a um banho de mar, acompanhados pela chuva, que me soube pela vida.


Saímos dali e foi a acelerar que me arranjei para a reunião agendada com a "Meu Rio", uma organização que promove a mobilização da sociedade civil, sobretudo através de petições e de manifestações. Tem uma intervenção com base no ativismo reivindicativo e de pressão e faz uso de ferramentas de tecnologia de informação e comunicação interessantes de se conhecer. Apresentam-se como uma rede 100% transparente e independente, recusando financiamento de entidades governamentais, partidos, empresas públicas ou concessionárias de serviço público.


Ao final do dia fomos a Santa Thereza novamente, e eu voltaria lá todos os dias se pudesse, porque tanto charme, num bairro só, não existe!
(Nota: Esta crónica é relativa a uma viagem realizada em Março de 2016)

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Indonésia - Bali / Gili's - Nov 2012

Após uns dias em Lovina, uma pequena "cidade” pescatória no norte de Bali, dominada comercialmente por holandeses, e uma visita à ilha maravilhosa de Pulau Menjangan, arranquei para as ilhas Gili’s.


Meus senhores, aquele é o spot! Praias de filme, temperatura a 30ºC, água a 28 ºC... houve alturas de verdadeiro sofrimento J
Nas ilhas são proibidas motas ou carros e portanto, quem quer deslocar-se que ande a pé, de bicicleta ou de carroça. Gostei do conceito!

Confesso que, por aqueles dias, bebi mais bintangs (cerveja local) que água.
O local é super tranquilo e puxa ao convívio com locais e turistas, que se passeiam e interagem, tal qual uma peça de teatro em que cada um tem um papel a representar. Confesso que, ao final do 2º dia tinha a sensação que conhecia toda gente e todos me conheciam.

Eu estava numa zona mais tranquila, mas apetecendo, é chegar para a "direita de quem sai" e fileiras de restaurantes e bares dispõem-se em frente à praia. Uns mais preocupados com as luas-de-mel (que devem ser às centenas) e outros com as que possam vir a acontecer.
Festa e música ao vivo, a partir do pôr-do-sol, é o que se quiser.

Há uma mesquita nesta ilha (que por acaso estava ao lado dos Bungalows do Ozzy (onde me encontrava) e os chamamentos para a oração criam um ambiente extraordinário ao final da tarde. O mesmo não posso dizer à noite J

Fiz uma pequena excursão às outras Gili (são 3 ilhas) onde fiz snorkeling que me desunhei. Nadei com uma tartaruga, uma raia e dei de comer aos peixes (o que é uma ótima sensação!). Libertam-se bocadinhos de pão e uma nuvem de peixes começa a rodear-nos, de todas as cores e feitios, é mesmo uma experiência especial, parece um sonho.

Foi também aqui que fiz a minha 1ª surfada (é verdade, só nesta altura), num local claramente para prós e a não repetir (pelo menos para mim). Enfim, ainda assim, soube-me bem J

Dei também uma volta de bicicleta à ilha toda (7Km de perímetro) que apesar de lindíssima e já ser final de tarde, ia me liquefazendo dado o calor. Salva por uma bintang, continuei.

Fui ainda a uma festa na praia (estes senhores festejam a lua cheia e este mês houve duas!!), e, perdoem-me a expressão, como se diz em Espanha, digo-vos que foi "de puta madre", e eu nem gostava especialmente da música! Teve direito a fogueira e tudo. Foi muito divertido!



(NOTA: Esta crónica é relativa a uma viagem realizada em Novembro 2012, faz hoje precisamente 4 anos. Agradeço a foto do pôr-do sol à minha amiga Lucie Lucha Htrx)