domingo, 28 de agosto de 2016

Hong Kong - Out 2012



(NOTA: Esta crónica é relativa a uma viagem realizada em 2012)


Ainda me faz impressão como é que ontem estava em Lisboa e hoje numa das cidades mais incríveis onde estive na vida!
A aventura começou com a despedida das "Bali Babes" (Inês, Joana, Rita e eu) do aeroporto da Portela, simpaticamente escoltadas por um grupo de amigos saudosos ou ciosos da nossa partida! Quase que soube a despedida de solteira :D
Dali até Munique foi só galhofa, podendo eu constatar a inveja da maior parte dos passageiros uma vez que consegui um lugar na saída de emergência. Escuso de referir que as minhas companheiras de viagem se encontravam nesse grupo ;D. Era mesmo de aproveitar bem a coisa porque a partir daí a noção de espaço foi-se alterando gradualmente... mas já lá vamos.

Certo, certo , é que chegámos a Munique e achámos que o melhor era apanhar ar fresco e beber umas jolas, vindo-se a verificar que as jolas eram grandes e boas e o fresco fazia lembrar o Inverno que eu espero não apanhar este ano.
Não sei qual era a temperatura mas percebo porque é que aquela gente tem tanto que trabalhar. É trabalhar para aquecer, seguramente. Assim também os portugueses seriam produtivos! Mais tristes, seguramente, mas produtivos.
A Joana anda com um daqueles apetites que só me faz lembrar a célebre frase de família "ai a pequenina come tão bem!!!!", pelo que para além de aviar refeições do avião, avia também fora dele com uma beleza que dá gosto ver. A Inês quando ouve a frase "vamos comer qualquer coisinha" também nunca se corta e a Rita (que não come carne) andou à base de pão com manteiga até há bocado e não sei se entre a utilização do pauzinho e o encontrar aquilo que realmente lhe apeteceria, não desfalece :) (a brincar porque nós não deixamos).

Avião para Hong Kong, tudo bastante mais pequenino. Uma série de horas em que os joelhos estavam mais ou menos ao nível da boca e, de quando em quando, eu tinha que ir fazer ginástica para a cauda do "bicho" não fosse fazer gangrena logo ao início. A comida, bastante melhor.
Chegámos então a essa cidade, às 15h30 da tarde, com o pequeno almoço tomado à hora de Lx, uma hora e meia antes (a diferença são de 7 horas).


Com a mochila às costas arrancámos e, após autocarro e metro, chegámos a Tsim Sha Tsui,a zona onde estamos hospedadas. O hostel fica num prédio que parecem 4, com 4 ou 5 entradas, um supermercado e uma entrada de metro em cada uma, o que confunde um pouco.
Após uma odisseia (que não dá para descrever, só ao vivo) para conseguir encontrar os nossos quartos, tomámos um banho, deixámos as coisas e lá fomos nós. Note-se que estou a partilhar o quarto com a Rita e, dado o tamanho do mesmo, julgo que corremos o risco de esfregarmos creme uma na outra, sem querer, com o rabo. Ainda assim, muito satisfeitas porque é limpinho e gostamos de intimidade :)

Dali fomos para a rua e levámos com o maior banho de néons, lojas, arranha-ceús, de que me lembro! Nunca estive em Nova York mas posso imaginar que um dia que lá vá diga "olha, a Hong Kong Ocidental"!
Super cosmopolita, e acelerada, é de facto incrível esta cidade! Muito limpa (apesar de sentir a poluição), sem lixo ou mesmo beatas no chão, há multas para isso tudo (o Passos Coelho se descobre que pode fazer dinheiro desta forma, aí é que ficamos mesmo à frente na Europa).


Com umas dicas de uma amiga da Joana, fomos comer a um restaurante com estrela michelin, que faz de facto jus ao prémio! A comida é formidável e muito, muito saborosa. O escândalo foi termos pago 4 euros por pessoa... não sei se assim vamos longe ;)

Mais um passeio largo e ala para casa que aqui a menina está com uma gata pelo rabo.
Amanhã é outro dia e, seguramente, aproveitado até ao tutano.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Vietname - Sapa – Nov 2010


(NOTA: Esta crónica é relativa a uma viagem realizada em 2010. Espelha a minha forma de ser e de pensar da altura)


Pois cá estamos nós a preparamo-nos para apanhar o comboio da noite para Hanoi. Contamos chegar as 5h da manhã, pequeno almoço e Halong Bay.


O tempo em Sapa esteve sempre muito húmido, com algum nevoeiro e alguma chuva. Ainda assim, foi uma experiência e tanto..
Lá fizemos o nosso trekking por caminhos inacreditáveis e muita lama. A vista é extraordinária, de cortar a respiração.
O povo aqui não se considera Vietnamita, são Mongs. A sua origem é da Mongólia e, de facto, aparentemente não podem ver os vietnamitas nem pintados de amarelo.

A nossa guia era muito simpática e a dormida numa aldeia a meio do trekking foi extraordinária! Ficámos meio acampados com 2 irlandeses, 2 espanholas, um americano e mais 3 guias. Foi óptimo porque foi possível perceber e  falar sobre uma série de assuntos delicados que de outra forma seria complicado de entender. Tivemos uma aula de cozinha e a comida era muito boa.

Os vietnamitas do Norte definitivamente não são um povo especialmente simpático ou agradável ao primeiro contacto, mas suponho que o facto de terem sofrido a guerra não ajude a que tratem os outros imediatamente muito bem. Aliás ando um bocadinho apreensiva porque cheira-me que têm um problema nos músculos faciais que os impede de sorrir :)


Entretanto fiz uma massagem aqui que, apesar de completamente diferente da tailandesa e menos relaxante, foi extremamente eficaz.

Estava com as pernas "a cair" depois do primeiro dia em Sapa, em que andámos (para ser mais concreta trepámos) que nem uns malucos. Após a massagem fiquei praticamente sem dores. Recomendo!




segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Indonésia - Bali - Project Clean Uluwatu - Nov 2012

(NOTA: Esta crónica é relativa a uma viagem realizada a 2012)

Acabei de me aperceber que estou a viver com 3 pessoas que conheço há 1 semana e se conhecem entre elas há 2 :)
É engraçado porque o ambiente é muito afável e simpático. A Ana, a sérvia, é uma querida e uma mulher muito bonita, que vira a cabeça aos rapazolas todos (é mesmo divertido de ver).
A Estela é uma espanhola  cheia de personalidade, boa gente e completamente obcecada com a separação do lixo, mas com grandes limitações para o fazer. É quase tão exigente como se estivesse na Suíça (mal comparando!).

O Willy é venezuelano, um porreiro, homem de negócios e de negociatas. Surfa muito bem e divide o seu tempo entre essa atividade e a compra e venda de produtos. 
Pois foi ele que me arranjou uma prancha. A descrever, uma 6.8, malibu, em 2ª mão. Ligou-me a dizer que tinha conseguido uma "amazing board" e depois percebi porquê. O meu companheiro de casa pediu para pintá-la em tons jamaicanos, colocou uma foto do Bob Marley no meio, e entre as várias palavras que resolveu escrever na mesma, destacam-se um "Woman no Cry", que me faz sorrir sempre que me vou fazer a uma onda!

by Estela Ra


Aqui a menina gosta de surf mas não ambiciona ser profissional como o Curtis, um americano simpático mas de muito poucas palavras, que apesar de trabalhar, surfa 3x ao dia e come como os cães (1x/dia), dedicando o resto do tempo (julgo) a ignorar as feridas e rasgões, que faz diariamente, já que surfa em Uluwatu, não importa as marés. 

Mas deixem-me explicar melhor. O Curtis é um homem muito especial e inspirador. Biólogo de formação, apaixonado pelo surf e pela natureza, começou a desenvolver ações para proteger a zona de Uluwatu e a juntar pessoas à causa, criando o Project Clean Uluwatu. Se vierem a Bali, à zona do Bukit, aconselho vivamente a verem o trabalho que fazem. Estão focados sobretudo na gestão do lixo sólido e líquido e na educação ambiental. Acredito neste projeto e no seu impacto porque o Curtis, para além da causa que defende, teve a preocupação, desde o primeiro instante, em envolver os donos dos negócios com influência na área, os residentes locais e estrangeiros e abre espaço à participação de quem se queira voluntariar.



by Ana Vidosavljevic


Uluwatu é uma praia lindíssima apesar da (e também pela) quantidade de rocha que tem. É uma das mais famosas praias para a prática de surf, em Bali. Apresenta ondas perfeitas e, habitualmente, é para surfistas que sabem o que fazem (o que não é o meu caso).
Esta praia tem a particularidade de ter um areal muito reduzido, formando umas piscinas naturais na maré baixa. Nesta altura, pode ver-se a água transparente, de um verde muito claro, que contrasta com as zonas de rocha.

Posso acrescentar que passado um dia ou dois descobri ainda que, na maré cheia - a única altura possível de eu não acabar toda rasgadinha -  tem uma corrente tramada que puxa para a direita. Sim, aqui a menina  ensaiou-se a surfar nesta praia!!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Portugal – Sesimbra – Agosto de 2016

Sou uma privilegiada. Sou portuguesa e vivo num país extraordinariamente bonito!
Portugal está na moda. Lisboa está na moda. Eu assumo que há lugares que, egoistamente, gostaria que fossem secretos.
Um desses sítios é o Meco, paraíso de nudistas dado dispôr de um recorte de praias lindíssimas, de areia grossa, muitas selvagens e frequentemente limitadas por falésia. Por outro lado, para quem gosta de petiscos e de festarola (eu faço parte desse grupo), aqui não faltam bares, restaurantes, tascas e tasquinhas! Gosto tanto que confesso que, não raras vezes, venho para passar o dia e acabo por regressar um ou dois dias depois.
Com as altas temperaturas que têm assolado o país e os incêndios devastadores que têm ocorrido, resolvi refugiar-me aqui por uns dias e visitar uns amigos.
Liguei ao Tiago e ao JP, companheiros de uma viagem que fiz anteriormente, para saber se queriam beber um copo mas estavam estoirados, tinham passado o dia a trabalhar.
Fui desafiada então pelo Tiago para o acompanhar na sua labuta no dia seguinte, tendo-lhe dito imediatamente que sim.
Deixem-me que vos explique que o JP e o Tiago são os donos da operadora Bolhas, uma empresa que promove passeios marítimos, pesca de barco e observação de golfinhos, entre outros. Quem me conhece sabe que me “pelo” por atividades ao ar livre e por programas decididos sem muita antecedência. Por outro lado, estes senhores estão sempre a trabalhar e não é assim tão fácil estar com eles, por isso, “bora lá”!
Chegámos ao porto de abrigo de Sesimbra de manhã, bem cedo. O porto tem um movimento muito próprio, com os barcos de pesca e das diferentes operadoras turísticas a serem abastecidos e preparados para começaremo dia. Há como que uma dança de gaivotas, mais concentradas na área relativa aos armazéns dos pescadores e um cheiro a maresia no ar.
Não há pessoa que o Tiago não conheça, e todos o cumprimentam. Após abastecimento, começámos por levar uma família à praia da Mijona. De facto, a costa de Sesimbra está repleta de pequenas praias, junto à falésia, cujo o acesso é difícil ou mesmo impossível sem ser de barco, são exemplo Alportuche, Calhau da Cova, Galapos, Galapinhos e Figueirinha.
Não sabia, mas fica a informação que a maior falésia calcária da Europa fica nesta zona, com 327 m de altura, e o areal de troia está dentro dos 3 maiores do mundo, com 60 km de extensão - – ah pois é! Pensavam que era só a ponte Vasco da Gama?

O passeio é muito bonito, com alguns recortes de fazer cortar a respiração. Grutas e rochas que lembram animais como a mula, a cabeça de elefante, etc, servem de marcos aos marinheiros.
Largados os primeiros clientes, fomos buscar um grupo de belgas que queriam fazer a observação de golfinhos. Passado pouco tempo de arrancarmos, perto da boia 3, o Tiago reduz a velocidade, chamando atenção para um grupo grande de golfinhos que, aparentemente atraídos pelo som do barco, iniciam um espetáculo para nós. Dão saltos, acompanhando-nos ao longo do percurso, mergulham e atravessam por baixo do semi-rígido e voltam a surgir uns bons metros mais à frente. É fantástico, poder acompanhar a forma majestosa como se movem.
Temos a sorte de estar sozinhos e beneficiarmos deste tempo mágico por praticamente meia-hora, até que uma lancha de 12 ou 14 metros se aproxima a grande velocidade. O Tiago faz sinal para que abrande, mas quem dirige parece não ver. Passados alguns segundos, confirma-se. Era um cretino!
O palerma, acompanhado por um gémeo (imagino eu), ignorou os sinais do meu amigo e, sem qualquer respeito, manteve a velocidade obviamente ilegal na área, tendo como resultado o desaparecimento dos golfinhos.
O Tiago é um homem sensível e de bom coração, características que eu aprecio, e não foi difícil empatizar com o sentimento de que por vezes é muito mais fácil lidar com animais do que com algumas espécimes de pessoas.
Ainda assim, os clientes estavam satisfeitos e lentamente regressámos ao porto, passando no caminho por uma rocha que lembra um leão.


Fomos ainda levar mais uma família à praia do Ribeiro do Cavalo. Como o mar tem fundo com rochas e o sol estava mais alto, ficou evidente para mim porque Sesimbra é escolhida pelos amantes de mergulho ou snorkeling. A visibilidade é excelente.
Quando regressámos novamente, acompanhei o Tiago que quis ir cumprimentar o António, um senhor muito simpático que tem um armazém no porto. Estava acompanhado por um amigo, o Fernando, e aguardava o filho para almoçar. De uma enorme simpatia e generosidade convidaram-nos para lhes fazer companhia ao almoço, o que acabámos por fazer. Umas postas de xaputa e de peixe-espada grelhado, acompanhadas por uma salada preparada com legumes plantados em casa do Fernando, tudo muito bem regado a sangria. Uma maravilha!

Gostei tanto ou tão pouco de os conhecer que, quando o Tiago teve que regressar ao trabalho, fiquei com eles o resto da tarde, a conversar e a usufruir da sua companhia. Que dia tão bom! 



segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Tailândia - Bangkok - Nov 2010






































(NOTA: Esta crónica é relativa a uma viagem realizada em 2010)

Cá estamos em Bangkok e, com um teclado que merecia tirar primeiro uma licenciatura de Bolonha antes de tentar começar a escrever...

A Viagem foi,  dentro do género, boa. Chegámos pelas 6h15 da manhã à Tailândia (meia noite em Portugal). Resumindo e baralhando, ando bastante confusa com os horários e o Mario deve estar ainda pior que eu porque tanto dorme à tarde (e depois quer ir para os copos) como acorda às 6h da manhã porque "está na hora".

Estes senhores são uma simpatia e sorriem imenso, sem perceber uma beata de Inglês ou qualquer outra língua que pudéssemos eventualmente arranhar. Como o sistema de escrita também é completamente diferente, não adianta mostrar a morada de coisa nenhuma porque assim também não vamos lá. Ainda assim, atrevo-me a dizer que muuuuuuuuito simpáticos!



Quanto a comerem cobras, até agora, ainda não vi nada. Mas o Mário com tanta conversa,  já deixou passar umas baratinhas, gafanhotos e outras especialidades, e eu não entendo porquê, uma vez que não deixam de ser animaizinhos com direito a ser comidos como outros quaisquer.

Apesar do lufa- lufa, devo confessar que já fiz uma fantástica massagem tailandesa na rua, e soube-me pela vida!

Vou seguir para os templos, que a minha vida não é isto, mas mantenho-me em contacto.